7 de julho de 2026

Falsa delegada é presa por intimidar funcionárias de salão para não pagar conta

Investigada teve uma pistola arisoft e um distintivo de delegada falso apreendidos

Por: Valdir Justino

Texto: Pedro Moura

Publicada em 7 de julho de 2026 às 12:22
 Alessandra Ribeiro Souza Rodrigues, presa suspeita de golpe - (Foto: reprodução/PC)

Uma mulher que se apresentava como delegada, policial militar e advogada foi presa suspeita de intimidar funcionárias de um salão de beleza em Goiânia para não pagar uma conta feita no estabelecimento. A investigada foi detida durante operação da Polícia Civil (PC) na segunda-feira (6). A conta que ela deixou de pagar tinha o valor de R$ 660.

Conforme a corporação, Alessandra Ribeiro Souza Rodrigues realizou um procedimento estético conhecido como “mega hair” no salão, situado no Setor Jardim América, em junho deste ano. Porém, ao finalizar o trabalho, a investigada não realizou o pagamento.

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Alessandra, inclusive, teria intimidado os profissionais ao se apresentar como delegada em Brasília, mantendo uma suposta arma de fogo à mostra. Imagens levantadas pela PC mostram a investigada portando um objeto semelhante a uma pistola na região da cintura e, posteriormente, a colocando sobre uma cadeira no interior do salão. A falsa delegada chegou a dizer para uma funcionária que também seria militar. 

O golpe 

Ainda de acordo com a PC, depois de finalizar o procedimento estético, Alessandra teria alegado que buscaria o dinheiro na residência onde mora para efetuar o pagamento. A representante do salão e uma testemunha chegaram a acompanhar a mulher até o endereço indicado, mas o pagamento não foi realizado. 

A Polícia Militar (PM) foi acionada, mas a investigada se recusou a atender a equipe policial. A PC, então, iniciou a investigação, que culminou na prisão de Alessandra. A corporação também apreendeu um celular, um distintivo de delegado – Direitos Humanos – BA e uma pistola airsoft, sem a ponteira vermelha.  

As investigações também identificaram um registro contra Alessandra por perturbação do sossego no condomínio onde reside, com relato e imagens da investigada ostentando uma suposta arma de fogo em via pública. O nome e imagem da suspeita foram divulgados pela PC, com o objetivo de identificar possíveis outras vítimas. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Alessandra para que se posicionasse.

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