A espingarda em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que foi localizada e apreendida pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (8), no Rio Grande do Sul, foi um presente recebido pelo líder conservador, mas que nunca foi retirado por ele. A informação consta em uma petição apresentada pela defesa do ex-chefe do Executivo ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A arma em questão é uma espingarda Maestro Arms Company, que estava sob guarda de uma empresa de armamentos do Rio Grande do Sul. Ao STF, a defesa disse que o item foi recebido “a título de presente, sequer chegou a ser retirado das dependências da empresa, circunstância que explica sua permanência naquele estabelecimento comercial até o presente momento”.
Assine a newsletter do Diário Popular. É rápido, fácil e gratuito !
Ao se inscrever em nossa newsletter você concorda com nossa política de privacidade.
Na petição apresentada ao Supremo, a defesa relatou a localização da empresa, que fica na cidade gaúcha de Caxias do Sul. A PF, porém, localizou a arma na residência de um dos responsáveis pela empresa, na cidade de Cachoeirinha (RS), e realizou a apreensão.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a ação desta quarta para tentar localizar outras armas que estavam em propriedade do ex-presidente, após a apreensão de uma pistola em uma blitz da polícia do Distrito Federal. Nada foi apreendido na residência do líder conservador.
Em sua decisão, Moraes alegou que não havia documentação comprovando que essa espingarda de fato estivesse com a empresa, o que foi um dos motivos para deflagrar a ação.