6 de abril de 2026

Bebê é morta pelo padrasto; mãe estava em entrevista de emprego

Maya Costa Cypriano morreu após ser agredida por Lukas Pereira do Espírito Santo, que foi preso

Por: Valdir Justino

Texto: *AE

Publicada em 6 de abril de 2026 às 12:34
 Imagem: Foto Reprodução/Menina Maya, de 1 ano, foi morta pelo padrasto Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Uma bebê de apenas 1 ano e 9 meses de idade morreu após sofrer agressões dentro de casa em Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O padrasto da criança foi preso após confessar o crime e deve responder por feminicídio. A mãe da menina estava em uma entrevista de emprego no momento das agressões.

A vítima, Maya Costa Cypriano, morreu na última quinta-feira (2). Segundo o relato da mãe, Emanuele Costa, ela havia saído de casa ainda de madrugada para participar de um processo seletivo e deixou a filha sob os cuidados do companheiro, Lukas Pereira do Espírito Santo.

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De acordo com Emanuele, o homem entrou em contato durante a manhã informando que a criança passava mal, sem mencionar qualquer tipo de agressão. Ao retornar para casa, por volta do meio-dia, a mãe encontrou a filha em estado grave.

– Ela estava semiacordada e com o corpo gelado – afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.

A criança foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Campinho, na Zona Norte da cidade, onde já chegou sem vida após uma parada cardiorrespiratória. Profissionais de saúde acionaram a polícia ao identificarem marcas de violência no corpo.

Inicialmente, a mãe e o padrasto prestaram depoimento na 29ª DP (Madureira) e foram liberados. No entanto, o laudo pericial apontou que a causa da morte foi uma lesão na região abdominal, indicando violência. O caso passou, então, a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Na última sexta-feira (3), policiais civis cumpriram mandado de prisão contra Lukas. Em depoimento, ele confessou ter agredido a criança.

A mãe afirmou que o homem não demonstrou arrependimento. O corpo da menina foi enterrado na tarde deste domingo (5), no Cemitério do Caju, na região portuária do Rio, sob comoção de familiares e amigos, que pediam justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar se há outros envolvidos no caso.

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