O marido da cantora gospel Sara Mariano, Ederlan Santos, foi condenado pela morte da esposa, ocorrida em outubro de 2023, na Bahia. O julgamento, realizado pelo Tribunal do Júri de Dias D’Ávila, terminou com a condenação de três envolvidos diretamente no crime.
Apontado como o mandante, Ederlan recebeu pena de 34 anos e cinco meses de prisão em regime fechado. Ele foi condenado por feminicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa. Outros dois réus também foram sentenciados: Victor Gabriel Oliveira Neves foi condenado a 33 anos e dois meses de prisão, enquanto Weslen Pablo Correia de Jesus recebeu pena de 28 anos e seis meses.
Assine a newsletter do Diário Popular. É rápido, fácil e gratuito !
Ao se inscrever em nossa newsletter você concorda com nossa política de privacidade.
O júri acolheu três qualificadoras no crime: motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
O caso já havia resultado, anteriormente, na condenação de um quarto envolvido. Em abril de 2025, Gideão Duarte de Lima foi sentenciado a 20 anos, quatro meses e 20 dias de prisão. Segundo a acusação, ele foi o motorista de aplicativo responsável por atrair a vítima até o local da emboscada.
SOBRE O CASO
Sara Mariano desapareceu após sair de casa para participar de um evento religioso. De acordo com o Ministério Público da Bahia, ela foi enganada e levada até o local do crime por meio de uma falsa convocação para um compromisso em igreja. Durante o trajeto, chegou a gravar vídeos, inclusive passando por pedágios, o que ajudou a reconstituir seus últimos momentos.
Dias depois, um corpo carbonizado foi encontrado às margens de uma estrada. O próprio marido chegou a afirmar, em transmissão nas redes sociais, que reconhecia o corpo como sendo o da esposa. Posteriormente, no entanto, as investigações avançaram e apontaram sua participação direta no crime. À Polícia Civil, ele acabou confessando ter cometido o crime.
Segundo a apuração, Sara foi assassinada com 22 golpes de faca. Após o homicídio, o corpo foi queimado e ocultado, numa tentativa de dificultar a identificação e atrapalhar o trabalho das autoridades.