18 de agosto de 2026

PÓS-ELEIÇÃO: A DOR DA DERROTA — SERÃO, NO MÍNIMO, SEIS MESES DE DOR DE BARRIGA DA BRABA!

Quando as urnas fecham, acabam os discursos, os abraços e as promessas. Para quem vence, começa a festa. Para quem perde, começa uma das fases mais amargas da política. E tem derrota que demora muito para descer.

Por: Valdir Justino

Publicada em 18 de agosto de 2026 às 02:33
 Imagem: Foto Reprodução

DIÁRIO POPULAR | POLÍTICA

Durante a campanha, é uma beleza. Tem abraço para todo lado, tapinha nas costas, gente solicitando fotografia, telefone tocando sem parar e apoiador jurando fidelidade até debaixo d’água.

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Mas aí chega o dia da eleição.

As urnas são abertas, os números aparecem na tela e, quando a matemática confirma que não deu, meu amigo… começa a dor da derrota!

E não estamos falando de qualquer dor. Para alguns, serão no mínimo seis meses de uma dor de barriga da braba!

Perder eleição dói. Principalmente para quem entrou na campanha acreditando que já estava eleito, fez conta antes da hora, comemorou pesquisa, contou voto que ainda nem existia e começou até a imaginar o gabinete.

A urna, porém, não conhece entusiasmo. Urna conhece voto.

DEPOIS DA DERROTA, O TELEFONE PARA DE TOCAR
Talvez uma das partes mais cruéis do pós-eleição seja descobrir quem realmente estava ao lado do candidato.

Antes da votação, o telefone não para. Depois da derrota, parece até que cortaram a linha.

Some as mensagens. Desaparecem os convites. Os mesmos que diziam “estamos juntos” passam para o outro lado da rua.

Tem candidato derrotado que, durante alguns dias, não tem coragem nem de sair de casa.

Aquela feira onde todo mundo apertava sua mão fica difícil de visitar. O supermercado vira teste de resistência. A esquina onde antes havia dez pessoas querendo conversar parece grande demais.

NINGUÉM QUER NEM CUMPRIMENTAR
Política tem dessas coisas.

Na vitória, aparece gente até de onde você nunca imaginou. Todo mundo quer abraçar, tirar fotografia e dizer que ajudou.

Na derrota, começa o desaparecimento coletivo.

Aquele sujeito que estava no comitê todos os dias? Sumiu.

O amigo que garantia centenas de votos? Desapareceu.

O apoiador que dizia que colocaria a mão no fogo? Melhor nem procurar.

E o derrotado começa a descobrir uma verdade antiga da política: o poder atrai multidões; a derrota seleciona companhias.

A VIDA PÓS-ELEIÇÃO NÃO É FÁCIL
Além da frustração pessoal, vêm as cobranças.

“Como perdeu?”

“Onde faltaram votos?”

“Quem traiu?”

“Quem prometeu e não entregou?”

“Quanto gastou?”

“Por que aquela liderança não ajudou?”

É pergunta para todo lado.

Durante meses, o candidato vive campanha praticamente 24 horas por dia. De repente, tudo termina em uma noite.

O palanque desmonta. O carro de som para. As bandeiras desaparecem. O grupo de WhatsApp fica silencioso.

E sobra uma pergunta martelando na cabeça:

“Onde foi que eu errei?”

SEIS MESES PARA CURAR — E OLHE LÁ!
Tem derrota que passa rápido. Outras deixam cicatrizes políticas por anos.

Quem acreditava muito na vitória geralmente sente ainda mais.

Por isso, depois da eleição, prepare o estômago: para alguns derrotados, serão seis meses — ou mais — de dor de barriga da braba!

Mas democracia é exatamente isso.

Alguém ganha e alguém perde.

Quem entra numa eleição precisa estar preparado para as duas possibilidades. Saber ganhar é importante. Saber perder talvez seja ainda mais.

Porque eleição termina, mas a vida continua.

E depois que passar a ressaca eleitoral, resta levantar a cabeça, avaliar os erros, descobrir quem realmente ficou por perto e decidir se haverá disposição para começar tudo novamente.

Porque política é desse jeito:

Na vitória, aparecem muitos amigos. Na derrota, ficam poucos.

E quando a urna diz NÃO, não adianta pesquisa, promessa, carreata, discurso ou torcida.

É engolir seco, recolher os cacos e seguir em frente.

E para atravessar os primeiros meses após uma derrota daquelas… só Deus na causa!

DIÁRIO POPULAR — Política & Bastidores

 

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