A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito sobre as mortes de Thales Machado e de seus filhos, Miguel e Benício. A investigação confirmou que o então secretário de Governo de Itumbiara disparou contra as crianças e, na sequência, tirou a própria vida. O caso ocorreu no dia 12 de fevereiro, em um condomínio fechado da cidade. O laudo pericial determinou que o crime ocorreu entre 23h39 e 00h00. As crianças foram atingidas na região da têmpora direita enquanto dormiam. Thales utilizou uma pistola Glock G25, calibre .380, registrada em seu nome. Não foram encontrados sinais de arrombamento, luta corporal ou objetos quebrados.
Segundo o relatório policial, à meia-noite, o prefeito Dione Araújo, avô das crianças, utilizou a senha da fechadura eletrônica para entrar no imóvel e encontrou as vítimas. Miguel, de 12 anos, faleceu ao dar entrada no hospital. Benício, de 8 anos, foi internado em uma UTI, mas não resistiu. No local, a polícia constatou que Thales espalhou gasolina por diversos cômodos, mas o isqueiro encontrado próximo ao corpo não foi acionado.
Assine a newsletter do Diário Popular. É rápido, fácil e gratuito !
Ao se inscrever em nossa newsletter você concorda com nossa política de privacidade.
Cronologia e registros técnicos
A reconstrução dos fatos baseou-se no depoimento de 24 testemunhas, análise de câmeras de monitoramento e dados bancários, estabelecendo o seguinte passo a passo:
- 18h03: Thales marcou um jantar com os pais, permanecendo na residência deles até as 20h10.
- 20h13: O investigado adquiriu quatro galões de gasolina em um posto de combustível (pagamento via Pix às 20h21).
- 20h25: Chegada ao condomínio acompanhado dos filhos.
- 22h50: Um detetive particular, contratado por Thales para monitorar a esposa em São Paulo, enviou imagens dela acompanhada de um terceiro.
- 23h36: Registro da última tentativa de ligação de Thales para a esposa.
- 23h39: Publicação de uma foto de despedida com os filhos em uma rede social.
Com a comprovação de que Thales foi o único executor e que não houve participação de terceiros, a Polícia Civil sugeriu o arquivamento do feito. A decisão ampara-se no Artigo 107, Inciso I, do Código Penal Brasileiro, que extingue a punibilidade em razão da morte do agente. O relatório final já está à disposição do Poder Judiciário e do Ministério Público.