Pesquisa Ipsos/Ipec divulgada nesta terça-feira (22/6) revela que 50% dos brasileiros desaprovam a forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) governa o país, enquanto 44% aprovam o governo federal. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento indica estabilidade em relação à pesquisa anterior, realizada em março passado. Na ocasião, 43% aprovavam e 51% desaprovavam o governo Lula. Segundo a Ipsos/Ipec, as variações observadas estão dentro da margem de erro.
Assine a newsletter do Diário Popular. É rápido, fácil e gratuito !
Ao se inscrever em nossa newsletter você concorda com nossa política de privacidade.
Além da aprovação, a pesquisa traz a avaliação do eleitor sobre o governo Lula. Nesse indicador, 32% dos entrevistados classificaram o governo como ótimo ou bom, queda de 1 ponto percentual em relação ao estudo de março.
A avaliação ruim ou péssima caiu de 40% para 38%, enquanto 28% consideram a gestão regular.
Números de junho
- 32% dos brasileiros avaliam a administração de Lula como ótima ou boa;
- 44% da população brasileira aprova a maneira como Lula administra o país;
- 41% dos brasileiros confiam em Lula.
- Já a parcela da população que declara não confiar no presidente Lula permanece em 56%.
Márcia Cavallari, head da Ipsos/Ipec, diz que, apesar da pequena melhora na avaliação regular, “o saldo do governo ainda é negativo”. “seguimos com um cenário de opiniões consolidadas e polarizadas”, ressalta.
Em junho, a avaliação positiva da administração do presidente Lula sobressai entre:
- quem declara ter votado em Lula em 2022 (62%);
- os menos escolarizados (47%);
- moradores da Região Nordeste (47%);
- quem tem renda familiar de até 1 salário mínimo (41%);
- quem mora em municípios com até 50 mil habitantes (39%); e
- católicos (38%).
Já a avaliação negativa é mais acentuada entre:
- quem declara ter votado em Jair Bolsonaro na eleição de 2022 (74%);
- aqueles que têm renda mensal familiar superior a 5 salários mínimos (54%);
- evangélicos(49%); os que têm ensino superior (46%); e
- moradores da Região Sudeste (44%).
“A confiança no presidente é um ponto de atenção, com 56% dos brasileiros afirmando não confiar, contra 41% que confiam. Este é um indicador importante que demonstra um desafio para a imagem e a credibilidade do governo junto à população“, pondera Marcia Cavallari.
E a situação econômica do país?
Segundo a Ipsos/Ipec, a percepção sobre a economia nacional se mantém estável nos últimos 6 meses, com oscilações dentro da margem de erro da pesquisa em comparação ao estudo divulgado em março de 2026.
A opinião sobre a situação econômica do país ser pior hoje do que há seis meses vai de 42% em março para 41% no estudo atual. Já a parcela dos que acham que a economia está melhor oscila de 27% para 25%.
Aqueles que avaliam que a economia está igual em relação aos últimos 6 meses eram 28% em março e somam 30% neste levantamento. Os que não opinaram vão de 3% para 4%.
“O sentimento econômico dos brasileiros está estável: sem piora, mas também sem melhora. A população ainda espera sentir no bolso os efeitos de uma recuperação mais consistente”, aponta Márcia Cavallari.
Metodologia
A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 17 de junho de 2026. Foram entrevistados 2 mil eleitores em 130municípios. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o mível de confiança é de 95%.