13 de julho de 2026

Greve: Caminhoneiros iniciam paralisação por votação de MP

Categoria cobra do Senado a votação da Medida Provisória do Frete antes do fim do prazo de validade da medida

Por: Valdir Justino

Texto: Paulo Moura

Publicada em 13 de julho de 2026 às 12:26
 Caminhão em estrada brasileira (Imagem ilustrativa) Foto: Gervásio Baptista/Agência Brasil

Caminhoneiros começaram nesta segunda-feira (13) uma paralisação em portos de distribuição em um movimento convocado pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), que cobra do Senado a votação da Medida Provisória do Frete antes do fim do prazo de validade da medida.

O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Wallace Landim, conhecido como Chorão. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que a categoria tentou, nas últimas semanas, abrir diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para incluir a proposta na pauta, mas, segundo ele, não houve resposta.

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A orientação da Abrava foi para que os caminhoneiros suspendessem as viagens a partir da madrugada desta segunda-feira e acompanhassem a tramitação da medida até terça-feira (14), na expectativa de que o texto seja apreciado pelo Senado.

Apesar da mobilização, a Polícia Militar de São Paulo informou que, até o momento, não há registros de bloqueios ou impactos no trânsito. Em Santos, no litoral paulista, cerca de 70 manifestantes se reuniram na Rua Augusta Scaraboto, onde o protesto ocorre de forma pacífica e sem interrupção da circulação de veículos.

A Medida Provisória do Frete foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho e precisa ser votada pelo Senado até a próxima quinta-feira (16). Caso contrário, perderá a validade.

O texto estabelece regras mais rígidas para empresas que contratam transportadores rodoviários de carga, determinando o cumprimento do piso mínimo do frete, o registro das viagens e a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). Além disso, a proposta prevê multas que variam de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões para empresas que descumprirem as novas exigências.

 

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