Uma ocorrência de violência doméstica registrada na noite deste sábado (2) mobilizou equipes da 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (11ª CIPM) em Niquelândia. O caso aconteceu por volta das 20h, no bairro Jardim Atlântico (terceira etapa), após uma mulher de 30 anos acionar a polícia relatando ameaças de morte e danos materiais dentro de um cômodo da residência.
Segundo informações do comandante da unidade, major Fernando Sakuraba Filho, o episódio teve início quando o companheiro da vítima, também de 30 anos, chegou ao local aparentemente sob efeito de álcool e passou a exigir a chave de uma motocicleta, demonstrando comportamento agressivo.
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Por receio de sofrer agressões, a mulher permaneceu do lado de fora da casa até a chegada da viatura, acionada por ela mesma por meio do telefone de emergência 190. Familiares do suspeito, incluindo pais e sogro, além de vizinhos, tentaram contê-lo, mas não conseguiram evitar a escalada da situação.
Ao iniciar a abordagem, os policiais foram recebidos com violência. O homem reagiu com socos e chutes, o que levou a equipe a usar algemas para garantir a segurança de todos. Mesmo contido, ele continuou proferindo ofensas contra os militares.

Durante o deslocamento até a Delegacia da Polícia Civil, o suspeito manteve o comportamento agressivo, chegando a chutar o compartimento traseiro da viatura e bater a cabeça no interior do veículo. Diante disso, os policiais precisaram interromper o trajeto para reforçar a contenção, colocando as mãos do indivíduo para trás.
Ainda assim, ele voltou a atacar os agentes com golpes, atingindo o nariz de um dos policiais. Após reforço de outras viaturas, a situação foi controlada e a ocorrência seguiu normalmente.
Todos os envolvidos foram encaminhados ao Hospital Municipal Santa Efigênia para a realização de exames de corpo de delito. Durante o atendimento, o suspeito continuou a ofender os policiais com xingamentos.
Posteriormente, o caso foi apresentado à autoridade policial de plantão, sendo enquadrado em crimes previstos na Lei Maria da Penha, além de desacato, resistência à prisão e lesão corporal dolosa. As medidas legais cabíveis foram adotadas.
