Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagraram, na manhã desta sexta-feira (19), a Operação Juros Zero para investigar um esquema que teria usado descontos diretos nos contracheques de servidores públicos do Distrito Federal para viabilizar operações financeiras irregulares.
No âmbito da operação, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou o bloqueio de quase R$ 90 milhões nas contas do PicPay e da Associação dos Servidores do Distrito Federal.
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Entre os investigados estão Ney Ferraz, ex-secretário de Economia do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB e alvo da Operação Compliance Zero, e Eduardo Chedid Simões, diretor do PicPay que já foi indiciado pela CPMI dos Descontos Indevidos do INSS.
O PicPay negou irregularidades nas operações mencionadas na investigação do Ministério Público sobre supostos descontos indevidos.
Em nota, o PicPay disse que “não reconhece qualquer irregularidade” e que rejeita a alegação de cobranças indevidas.
– O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade – esclarece.
Ao todo, são cumpridos 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Curitiba e em São Paulo.
Entre os alvos da operação no período da manhã estão o BRB, responsável pelos pagamentos dos servidores, a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), o PicPay e a Associação dos Servidores Públicos do Distrito Federal.
A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Gaeco.
NOTA COMPLETA DO PICPAY
O PicPay reafirma seu compromisso com a estrita observância da legislação e da regulamentação aplicáveis aos setores financeiro e de meios de pagamento.A companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão.
O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade.
O PicPay mantém uma sólida estrutura de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, alinhada às melhores práticas de mercado e aos mais elevados padrões regulatórios.
A empresa seguirá colaborando plenamente com as autoridades competentes e está confiante de que quaisquer esclarecimentos necessários confirmarão a regularidade de sua atuação.