26 de março de 2026

H1N1 estava entre as amostras de vírus furtadas na Unicamp

Material foi achado 40 dias após ser transportado dentro da própria universidade

Por: Valdir Justino

Texto: Paulo Moura

Publicada em 26 de março de 2026 às 13:35
 Placa da Unicamp Foto: Antonio Scarpinetti/SEC/Unicamp

A retirada irregular de amostras de vírus do Laboratório de Virologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acendeu um alerta sobre falhas graves de controle em ambientes de alta segurança biológica no país. Entre o material levado estavam amostras dos vírus H1N1 e H3N2, que são responsáveis pela gripe tipo A, além de outros agentes virais de origem humana e suína.

A principal suspeita de ter retirado os itens é a professora Soledad Palameta Miller, que chegou a ser presa em flagrante pela Polícia Federal (PF) e foi posteriormente liberada para responder em liberdade. Ela poderá responder por furto, transporte irregular de material biológico e por colocar em risco a saúde pública. O marido da investigada, o médico veterinário Michael Edward Miller, também está sob investigação.

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As amostras de vírus permaneceram fora do local original por cerca de 40 dias, após serem transportadas sem autorização dentro da própria universidade. Segundo as autoridades, o material foi retirado de um laboratório classificado como nível 3 de biossegurança (NB-3), o mais elevado atualmente em operação no Brasil para esse tipo de pesquisa.

Esse tipo de instalação exige protocolos rígidos justamente por lidar com agentes que podem causar doenças graves e, em alguns casos, se espalhar por via aérea. A Polícia Federal afirmou, porém, que não houve contaminação externa e que todas as amostras foram recuperadas, permanecendo restritas ao ambiente da universidade.

O caso começou a ser apurado em fevereiro, quando uma pesquisadora percebeu o desaparecimento das amostras. A operação policial foi deflagrada apenas em março, culminando na recuperação do material e na prisão da suspeita. A pesquisadora, porém, foi solta pela Justiça e vai responder ao caso em liberdade. A defesa dela sustenta que ela utilizava estruturas de outros laboratórios por falta de espaço próprio.

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