Chacina em Formosa: dois suspeitos são presos no Rio de Janeiro
A prisão, feita por policiais civis de Goiás no Rio, segue investigação da chacina motivada por dívida de R$ 250 mil
Dois homens procurados por suspeita de participação na chacina ocorrida em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, foram presos na noite de segunda-feira (31/8), no Rio de Janeiro. Maurício Corrêa Silvério da Silva, filho do sargento aposentado da Polícia Militar de Goiás Matusalém Silvério da Silva, e Rodrigo Anderson Barbosa, irmão de criação do policial, tinham mandados de prisão temporária em aberto.
Luiz Antônio Rodrigues, o “Nego”, Gustavo Fernandes Graças, André Luiz Ferreira da Silva, o “Tarobá”, e Gustavo Aurélio Miguel foram mortos a tiros no dia 11 de agosto, no bairro Parque do Lago, em Formosa. As quatro vítimas estavam em uma caminhonete quando foram atacadas, antes mesmo de estacionarem na porta da casa de Matusalém.
A prisão dos dois foi realizada por policiais civis de Goiás na capital fluminense. Matusalém, que também foi indiciado pelas quatro mortes, já havia se apresentado à Polícia Civil três dias após o crime e permanece preso.
Segundo a Polícia Civil, a chacina teria sido motivada por uma dívida de R$ 250 mil. O valor seria referente à compra de um caminhão-prancha adquirido por Maurício.
Chacina em Formosa
Uma câmera de segurança de uma residência registrou, à distância, o momento em que as vítimas foram atacadas antes mesmo de estacionarem a caminhonete.
No primeiro depoimento prestado à Polícia Civil, Matusalém afirmou que apenas reagiu depois que um dos ocupantes do veículo efetuou um disparo contra ele. O teor do segundo depoimento, prestado após ele se apresentar na Delegacia de Polícia Civil de São Luís de Montes Belos, na noite de 14 de agosto, não foi divulgado.
A reportagem não conseguiu contato com as defesas de Matusalém, Maurício e Rodrigo. O espaço permanece aberto para manifestações.
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