Uruaçu — Se a história dos ex-prefeitos fosse aviso, ninguém botava o nome na urna. Puxa a ficha desde 1974, lá do Roberto Izidoro de Almeida, até o antepenúltimo, Lourenço Filho. O currículo dá medo. A maioria entrou com vida boa, sossegada, saúde em dia e bolso tranquilo. Saiu destruída. Desabou na saúde, quebrou no financeiro, perdeu a paz. Teve gestor que foi pra cadeia.
Teve outra que morreu num acidente vindo de Goiânia pra se filiar, porque “amigos” falsificaram a filiação dela.
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Teve outro que teve que fugir de Uruaçu de tanto processo nas costas.
Teve quem estourou financeiramente e acabou preso a uma cadeira de rodas, doente.
Teve quem morreu de desgosto após uma votação pífia pra vereador.
Teve quem tinha fazenda, dinheiro, família formada… desmoronou tudo e morreu pobre, vendendo rapadura na rua. E olha: praticamente todos gostavam de auxiliar o povo.
Mas a cadeira cobra. Teve gestor que morreu cedo. Teve caso como o da Marisa Santos… final triste demais. 50 anos de cadeira de prefeito em Uruaçu parece maldição. Promessa de campanha, processo, dívida, denúncia, hospital.
Raro é o que sai inteiro. O currículo dos administradores até hoje é assustador. Entra forte, sai quebrado. 50 anos. E aí pergunto: quem quer ser prefeito de Uruaçu mesmo? Porque, olhando esse retrospecto, dá até pra entender por que a política parece coisa do diabo.