Com três nomes da cidade na disputa e mais de 250 candidatos de fora tirando voto, pulverização ameaça repetir “desastre político” de cinco décadas.
URUAÇU – A conta é cruel e o resultado parece escrito: Uruaçu, mais uma vez, não deverá eleger um representante para a Assembleia Legislativa de Goiás. Com três postulantes da cidade na disputa por uma cadeira na Alego, a divisão de votos locais abre caminho para candidatos de fora do município.
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Levantamento aponta que mais de 250 postulantes a deputado estadual devem solicitar votos em Uruaçu. É a crônica do voto pulverizado. Enquanto os de fora entram com estrutura, promessa e cabos eleitorais, os daqui disputam o mesmo eleitor.
Resultado: ninguém chega lá. A desunião política e a priorização de projetos pessoais em detrimento de um projeto coletivo são apontadas como os principais frutos desse novo “desastre” anunciado.
A cidade, com mais de 45 mil habitantes e peso econômico no Norte goiano, segue sem voz direta no legislativo estadual. Sem um deputado da terra, Uruaçu perde força na hora de brigar por emendas, obras e políticas públicas.
Quem sofre é o cidadão, que continua dependendo de padrinho político de outras cidades para conseguir uma ambulância, asfalto ou escola. Faz cinco décadas que Uruaçu não elege um deputado estadual nascido no município.
De lá para cá, o roteiro se repete: vários candidatos, poucos votos para cada um, e a cadeira fica com Anápolis, Goiânia ou Goianésia. Se nada mudar, em outubro o eleitor uruaçuense vai ajudar a eleger deputado de fora. E a cidade seguirá órfã no Palácio Maguito Vilela por mais quatro anos.