25 de fevereiro de 2026

Ex-chefes do INSS devem fechar delação e entregar Lulinha

Ex-diretor e ex-procurador da autarquia teriam apresentado informações que citam o empresário Fábio Luís Lula da Silva

Por: Valdir Justino

Texto: Paulo Moura

Publicada em 25 de fevereiro de 2026 às 12:19
 Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha Foto: Juca Varella/Estadão

Dois ex-integrantes da cúpula do INSS estariam em fase avançada de uma negociação de delação premiada no âmbito das investigações sobre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões de beneficiários da autarquia federal. A informação foi publicada nesta quarta-feira (25) pela colunista Andreza Matais, do site Metrópoles.

De acordo com o veículo, o ex-procurador do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis teriam apresentado informações que citam o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de detalhar suposto envolvimento de agentes políticos.

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Entre os nomes mencionados pelos possíveis delatores estaria o da ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais Flávia Péres (ex-Flávia Arruda). Esta é a primeira vez que o nome dela surge relacionado ao caso. Flávia é casada com o economista Augusto Lima, que foi CEO do Banco Master e sócio do empresário Daniel Vorcaro.

Virgílio Filho e André Fidelis estão presos desde 13 de novembro, no âmbito da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF). De acordo com a corporação, Virgílio teria recebido R$ 11,9 milhões de empresas ligadas a entidades investigadas por realizar descontos irregulares em benefícios previdenciários.

Em outubro de 2023, quando ainda estava no INSS, Virgílio Filho teria se manifestado favoravelmente aos descontos nos benefícios de 34.487 aposentados, em favor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Procurada, a defesa de Virgílio, representada pela advogada Izabella Borges, afirmou que não há delação em andamento.

Já André Fidelis, segundo os investigadores, teria recebido R$ 3,4 milhões entre 2023 e 2024 para viabilizar acordos de cooperação técnica que permitiam os descontos automáticos nas folhas de pagamento de aposentados.

O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS, apontado como um dos principais nomes do esquema, também estaria avaliando firmar acordo de colaboração premiada, segundo a colunista. A movimentação teria se intensificado após familiares dele, como o filho Romeu Carvalho Antunes e a esposa Tânia Carvalho dos Santos, passarem a ser investigados.

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