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Compra de votos

Compra de votos de professores da UFPE é investigado pela PF

Thiago Medina pede investigação à PF e à PGE após e‑mail oferecendo viagens pagas a estudantes

Por Valdir Justino 21 de outubro de 2026, 09:56
Universidade Federal de Pernambuco
— Foto: Rômulo Jesuíno/ Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia

O vereador do Recife e deputado federal eleito Thiago Medina (PL-PE) protocolou denúncias na Polícia Federal e na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra o docente da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Sergio Machado Rezende por compra de votos. O ex-ministro da gestão petista é acusado da prática de compra de votos.

O motivo da medida judicial envolve uma mensagem enviada por e-mail pelo professor universitário com a oferta de financiamento de viagens para discentes durante o segundo turno das eleições. O comunicado também continha críticas diretas a uma provável vitória da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

— Eu e alguns colegas estamos dispostos a pagar as despesas de viagem dos estudantes que terão despesas para votar no dia 25. (…) Para isso, peço que um ou mais estudantes de graduação e de pós-graduação conversem com os colegas para fazer um levantamento daqueles que precisam do apoio financeiro — complementou.

Diante do cenário exposto nas redes sociais, Medina solicitou uma investigação a respeito de possível corrupção eleitoral. Ele apontou ainda que o professor usou de forma indevida os canais de comunicação institucionais ligados à universidade.

— Isso aqui é crime eleitoral e não pode acontecer. Ainda mais um professor universitário usando seu status para induzir os alunos a votar. Isso aqui é inacreditável — declarou.

O documento entregue aos órgãos competentes exige a identificação de todas as pessoas envolvidas no episódio e a descoberta da origem do dinheiro. Até o momento das apurações, não existe qualquer prova material indicando que pagamentos tenham sido realmente feitos aos discentes.

— Não é só porque são professores de esquerda que nada os atinge, não. Eles também estão sujeitos à lei — afirmou Medina.

O segundo turno das eleições acontece no próximo domingo (25), entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela Presidência da República. Cinco estados também terão disputa para governador: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins, além do Distrito Federal.