O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mudou, em abril, o endereço comercial de sua empresa de informática na Espanha para uma área nobre da capital do país. Apesar de a mudança ter ocorrido há quatro meses, a atualização só foi formalizada na semana passada.
O novo endereço em Madri fica em um prédio da região de Paseo de la Castellana, um dos principais eixos empresariais de Madri. Antes, a empresa funcionava na rua Agustín de Foxá, situada no distrito de Chamartín.
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Na semana passada, o vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, declarou que Lulinha vivia em “condições precárias” na Espanha.
O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a administrar sozinho a companhia, registrada como uma consultoria em informática e gestão de instalações de informática. Antes, um grupo de advogados foi usado para abertura da empresa. O capital social é de 3 mil euros, o que corresponde a aproximadamente R$ 17.900 na cotação atual.
Investigação
A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para a abertura do terceiro inquérito contra Lulinha por suspeita de tráfico de influência.
Em 30 de julho, o ministro André Mendonça autorizou a Polícia Federal (PF) a investigar se o empresário cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção passiva no Ministério da Saúde para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Inquéritos
- Ministério da Saúde — Suspeito de tráfico de influência e corrupção em negociações ligadas ao processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal. Inquérito autorizado pelo STF.
- Dataprev — PF suspeita que um empresário do setor de tecnologia da Dataprev tenha atuado com Lulinha, o “Careca do INSS” e a empresária Roberta Luchsinger na tentativa de firmar contratos com o governo federal. Inquérito autorizado pelo STF.
- 3Structure It — filho do presidente é suspeito de usar o nome de Lula em favor de empresas parceiras dele. Pedido de inquérito sob análise.
A defesa de Lulinha afirmou que ele tem sido vítima de perseguição pelo fato de ser filho do chefe do Executivo.
“Ao que parece, esses setores estão promovendo uma pesca probatória, que só teve precedentes na história do país na chamada Operação Lava Jato. Esses setores estão fazendo uma verdadeira caçada contra o Fábio, que carrega o peso do sobrenome. Se ele não fosse o filho do presidente Lula, esse inquérito jamais teria sido instaurado e os anteriores teriam sido arquivados”, diz o advogado Marco Aurélio de Carvalho.