Nesta quita-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi questionado sobre a razão de ter mantido sigilo de 100 anos a documentos. A pergunta foi feita pelo apresentador do podcast Inteligência Ltda., Rogério Vilela.
– Eu lembro, se não me engano, no debate da Globo o senhor falando: “A primeira coisa que vou fazer é derrubar o sigilo de 100 anos do [Jair] Bolsonaro”. Aí, o senhor vem e faz a mesma coisa. Muita gente ficou decepcionada. Qual a explicação de colocar 100 anos de sigilo em tudo? – indagou Vilela.
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Lula respondeu que é “radicalmente” contra sigilo de 100 anos. O petista disse que deve ser sigilo “só coisa de Estado”.
– Eu vou dar um material para você ler. Deixa eu contar uma coisa para você: primeiro, eu sou radicalmente contra sigilo de 100 anos. Eu sou radicalmente contra sigilo de 20 anos. Eu acho que deve ser sigilo só coisa de Estado e de segurança nacional. Você vai receber a explicação do que está acontecendo: a primeira coisa que nós tentamos fazer é mudar lei. Mas não é simples de mudar. (…) Sabe quem criou a Lei da Transparência? Fomos nós! (…) Não é o que me limita porque não sou eu quem decido. Isso nem chega na Presidência. Isso vai para a CGU [Controladoria-Geral da União]. Tem órgão do governo que apura essas coisas – falou.
Vilela quis saber se o presidente não pode “bater o martelo”. Lula disse que sim.
– Posso. Se tiver alguma coisa. Eu falei para o meu assessor: “Se um jornalista pedir uma informação, e o responsável negar a ele, pergunte a mim porque eu vou dizer”. Hoje, aquilo que tem segredo de 20 anos, de 30 anos, nem merecia ter. Eu não vou mudar lei. Mas, hoje, eu fiz uma discussão sobre isso. Eu vou falar aqui: se alguém fizer uma pergunta, e alguém disser que tem sigilo de 50 anos, de 20 ou de 30, se não for uma coisa de segurança nacional, pergunte para mim que vou dizer. Pode perguntar para mim.