O policial militar Thiago Marcelino Machado, que é réu no Caso Escobar, foi condenado pelo Tribunal do Júri a 16 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo homicídio praticado contra Guilherme Vieira Camilo, em Anápolis. O crime ocorreu há quase 12 anos, em 23 de outubro de 2014.
De acordo com a sentença deferida pelo juiz Fernando Augusto Cacha de Rezende na quarta-feira (29), a vítima foi morta a tiros por volta das 14h15, na Rua Dinamarca, no Setor Boa Vista. O magistrado fixou, inicialmente, 14 anos de reclusão. Em seguida, aumentou a pena em razão da agravante referente ao recurso que dificultou a defesa da vítima, chegando ao total de 16 anos e 4 meses de prisão.
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A sentença também determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 150 mil aos familiares da vítima, como forma de reparação pelos danos causados pelo crime. O juiz decretou ainda a prisão imediata do PM, além de mandado de prisão com validade até julho de 2042. Durante o julgamento, Thiago negou o crime.
“Armaram pra gente. Sobre o fato de estarem me acusando de ter matado esse cara. Eu não conheço ele, nunca vi. No dia desse fato estava na oficina. Não tenho nada a ver com isso”, diz trecho do depoimento do militar, que chegou a acusar o delegado que o levou à prisão de integrar o crime organizado.
Por se tratar de policial militar, a decisão estabelece que o cumprimento da prisão deverá ocorrer em estabelecimento prisional adequado à condição funcional do condenado. Ou seja, Thiago deve ir para um presídio militar.
Operação Malavita
A condenação é referente a Operação Malavita, deflagrada em 2014 pela PM, PC e a Força Nacional contra uma organização criminosa formada por policiais civis e militares, que agiam em Anápolis. Bando, de acordo com divulgado pela Polícia Civil (PC) na época, fizeram pelo menos 54 vítimas, sendo que a maioria foi assassinada.
As investigações apuraram crimes cometidos entre 2011 e 2014 e resultou na prisão de cerca de 20 policiais, entre militares e civis, além de pessoas comuns. De acordo com a PM, 36 inquéritos de extorsão, sequestro, homicídios, tortura, abuso de autoridades, entre outros culminaram na operação. Todos eles foram cometidos com o objetivo de controle do tráfico de drogas em uma determinada área de Anápolis.