A cada eleição, a mesma pergunta volta à pauta e divide opiniões: por que Uruaçu, um dos principais municípios do Norte de Goiás, continua sem eleger um deputado estadual ou federal legitimamente identificado com a cidade?
A resposta não é simples, mas passa por um fator que se repete eleição após eleição: a falta de união política.
Assine a newsletter do Diário Popular. É rápido, fácil e gratuito !
Ao se inscrever em nossa newsletter você concorda com nossa política de privacidade.
Enquanto lideranças locais se dividem entre diferentes projetos, candidatos de outras regiões ocupam o espaço, conquistam apoios, recebem a maioria dos votos e, posteriormente, representam seus próprios redutos eleitorais. O resultado é conhecido por todos: Uruaçu continua sem uma voz própria e forte na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados.
Prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, ex-vereadores, lideranças comunitárias e partidárias têm parcela de responsabilidade quando priorizam projetos externos em vez de construir uma candidatura competitiva da cidade. Mas a responsabilidade também é do eleitor, que, por diferentes motivos, acaba distribuindo seus votos entre diversos candidatos.
A fragmentação política tem um preço alto. Sem representatividade própria, Uruaçu depende da boa vontade de parlamentares de outras regiões para viabilizar recursos, obras e investimentos. Embora muitos desses deputados contribuam com o município, ninguém conhece as necessidades locais tão profundamente quanto alguém que vive a realidade da cidade.
A eleição de um deputado não depende apenas do desejo popular. Exige planejamento, união, liderança, organização partidária e um projeto político sólido. Sem esses elementos, o sonho de ver um representante genuinamente uruaçuense ocupando uma cadeira no Legislativo continuará sendo adiado.
A pergunta permanece: até quando Uruaçu continuará dividida enquanto outras cidades se unem e fortalecem sua representação política?
As eleições de 2026 poderão dar essa resposta.