Mata-mata é uma expressão muito comum no esporte que se refere a uma fase eliminatória, como na segunda fase de uma Copa do Mundo. É nessa fase que acontece uma final e disputas de pênaltis, por exemplo, onde quem perde está fora da competição. São momentos que costumam provocar ansiedade, tensão e muita emoção. Mas há uma dúvida que aparece com frequência nessa época: emoções fortes trazem riscos à saúde e podem, de fato, matar alguém?
A resposta é: em algumas situações, sim. Embora o futebol não cause o infarto diretamente, o estresse intenso, a adrenalina elevada e a sobrecarga emocional podem funcionar como gatilhos em pessoas que já possuem fatores de risco cardiovasculares.
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Nesta segunda-feira (29), em Goiânia, um torcedor de 60 anos acabou passando mal enquanto assistia o jogo entre Brasil e Japão, pela segunda fase da Copa. Por conta do mal-estar, o idoso acabou caindo da cadeira de onde acompanhava a partida pela televisão e bateu a cabeça no chão. Ele teve uma parada cardiorrespiratória. Houve tentativas de reanimação com orientação rápida do Samu por videochamada até a chegada das equipes de resgate, mas foram sem sucesso e o homem acabou não resistindo.
Saúde e emoções intensas
Situações como essa chamam a atenção especialmente em pacientes com hipertensão, histórico cardíaco ou outros fatores associados à saúde do coração. Emoções intensas provocam reações no organismo, como aumento da frequência cardíaca, elevação da pressão arterial e maior liberação de adrenalina.
Segundo o Hospital Oswaldo Cruz, em pessoas saudáveis, essas alterações costumam ser temporárias. No entanto, em quem possui fatores de risco cardiovasculares, elas podem aumentar a chance de complicações cardíacas. É importante salientar que o maior risco não está no jogo em si, mas na combinação entre emoção intensa e condições de saúde pré-existentes.
Os principais fatores de risco para episódios semelhantes ao do idoso em Goiânia são hipertensão arterial, colesterol, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade, histórico de infarto ou de doenças cardiovascular e estresse frequente. Nestes casos, o acompanhamento cardiológico é importante para controle e prevenção.