A Marinha do Brasil (MB), por meio da Capitania Fluvial de Brasília (CFB), concluiu em Uruaçu (GO) mais uma edição da “Capitania Itinerante”, com resultados concentrados na ampliação do acesso aos serviços da Autoridade Marítima e na qualificação de profissionais para a atividade náutica. A ação, realizada entre os dias 7 e 23 de abril, contabilizou cerca de 500 atendimentos diretos e mais de 1.300 serviços prestados, além da formação de 60 aquaviários, aplicação de 83 provas para Arrais Amador e inscrição de 153 embarcações.
O evento de encerramento ocorreu na Câmara Municipal de Uruaçu, com a certificação dos novos aquaviários, que passam a atuar regularmente na região do Lago Serra da Mesa, área de intensa circulação de embarcações e de extrema relevância para o turismo e a economia local.
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Alunos aprendem a parte prática da ação itinerante – Imagem: Suboficial Hedley Barbosa Ferreira/Marinha do Brasil
Serviços que ampliam a regularização
A operação apresentou volume expressivo de serviços, com impacto direto na regularização das atividades náuticas no interior de Goiás. Os serviços incluíram inscrição, renovação e emissão de segunda via de documentos, transferência de propriedade, comunicados de venda e revalidação de cadernetas de inscrição e registro e processos administrativos voltados a aquaviários e amadores.

Novos aquaviários formados – Imagem: Juliano Moreira de Souza/Acervo pessoal
Formação e efeito multiplicador
A formação de 60 aquaviários representa incremento direto na segurança da navegação, ao ampliar o número de profissionais capacitados e habilitados a operar de acordo com as normas da Autoridade Marítima.
Capitão dos Portos de Brasília dando orientações aos futuros formandos – Imagem: Suboficial Hedley Barbosa Ferreira/Marinha do Brasil
Orador da turma, Álvaro Marcelo Ferreira Lemes destacou a mudança proporcionada pelo curso:
“Foi puxado, mas valeu muito a pena. A gente chegou aqui de um jeito e está saindo diferente, mais consciente e preparado para fazer as coisas do jeito certo.”
A capacitação contribui para a padronização de condutas e para a redução de riscos, especialmente em áreas com grande fluxo de embarcações de esporte e recreio.
Presença no interior e acesso aos serviços
A CFB tem jurisdição sobre o Distrito Federal e outros 46 municípios goianos, abrangendo polos náuticos como Serra da Mesa, Corumbá IV, Cana Brava e Lagoa Feia. Nesse contexto, a realização de ações itinerantes reduz a necessidade de deslocamento da população até Brasília e amplia o alcance dos serviços.
A operação mobilizou praticamente toda a tripulação da CFB, elevando a capacidade de atendimento e permitindo a execução simultânea de diferentes serviços em um curto período.
Instrutor explicando a importância e a forma correta da utilização dos coletes — Imagem: Suboficial Hedley Barbosa Ferreira/Marinha do Brasil
Prevenção e segurança da navegação
De acordo com o Capitão dos Portos de Brasília, Capitão de Fragata Dimitri Consul Motta do Carmo, a fiscalização é essencial para coibir irregularidades, mas há outras ações que merecem destaque:
Ações como a Capitania Itinerante são fundamentais por atuarem preventivamente, promovendo a conscientização, fortalecendo o vínculo com a comunidade náutica e incentivando práticas seguras de navegação.”
A formação de aquaviários e a habilitação de amadores ampliam o número de operadores capacitados, criando uma rede mais preparada para atuar nos lagos da região. Esse conjunto de ações contribui para a redução de riscos, especialmente em áreas com grande fluxo de embarcações.
Orientações básicas para navegação segura em lagos:
Antes de sair:
1. Verificar as condições da embarcação (motor, combustível e equipamentos);
2. Conferir a documentação da embarcação e do condutor;
3. Disponibilizar coletes salva-vidas para todos a bordo;
4. Observar as condições meteorológicas.
Durante a navegação:
1. Respeitar limites de velocidade e sinalização;
2. Manter distância segura de outras embarcações e banhistas;
3. Não conduzir embarcação sob efeito de álcool;
4. Utilizar corretamente os equipamentos de segurança.
Em situações de risco:
1. Reduzir a velocidade;
2. Acionar apoio, quando necessário;
3. Manter todos a bordo com colete salva-vidas;
4. Priorizar a preservação da vida humana.
Impacto operacional e desenvolvimento local
A realização da Capitania Itinerante em Uruaçu evidencia ganhos operacionais ao concentrar, em um curto período, um volume elevado de serviços diretamente junto à população. Diferentemente do modelo tradicional, onde o usuário precisa se deslocar até a sede da Capitania, a presença da Marinha no interior permite atender uma demanda reprimida e ampliar o alcance da Autoridade Marítima, como demonstrado pelos mais de 1.300 serviços prestados.
Esse aumento na capacidade de atendimento reflete diretamente na regularização das atividades náuticas e gera efeitos práticos para a região. A inscrição de 153 embarcações, a formação de aquaviários e a habilitação de novos condutores contribuem para a organização do tráfego aquaviário e para a redução de riscos.
Além do aspecto operacional, os resultados impactam o desenvolvimento local. A navegação regular e segura favorece o turismo, fortalece atividades profissionais ligadas ao setor e amplia a confiança no uso dos lagos como espaço econômico. Nesse contexto, a atuação descentralizada da Marinha contribui para alinhar o crescimento da atividade náutica com padrões de segurança e conformidade.
Continuidade das ações
A Capitania Itinerante integra o conjunto de iniciativas do Comando do 7º Distrito Naval voltadas à segurança da navegação em águas interiores. A estratégia prevê realizar novas edições em municípios com relevante atividade náutica, priorizando regiões com maior demanda por serviços.
A MB reforça que o uso dos lagos deve ocorrer de forma responsável, com observância das normas e foco na preservação da vida humana, do meio ambiente e do patrimônio.
Fonte: Agência Marinha de Notícias
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