Tempestade quebra recorde de 37 anos e se torna a mais forte registrada desde 1988
Goiânia teve a maior chuva em 38 anos para o mês de junho após o Jardim Guanabara registrar 64 mm, superando o recorde histórico
A tempestade que castigou Goiânia na noite de domingo (14) entrou para a história climatológica do município. Um levantamento do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) aponta que o volume de chuva registrado foi o maior já observado em junho desde o início da série histórica, em 1961, superando todas as marcas anteriores até 2025. O recorde até então pertencia a 4 de junho de 1988, quando a capital registrou 47,1 milímetros de precipitação.
Neste domingo, no entanto, os pluviômetros de pelo menos duas estações da cidade deixaram essa antiga marca para trás. O Jardim Guanabara, localizado na Região Norte, liderou o acumulado com impressionantes 64 milímetros de chuva. Logo em seguida aparece o Setor Sul, que atingiu 50,4 milímetros. Ambos os índices ficaram acima do teto histórico de 38 anos atrás. Os bairros Vera Cruz e Leste Universitário também encostaram no antigo topo, anotando 44,6 milímetros cada.
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Para compreender a distribuição da tempestade, o monitoramento do Cimehgo detalhou os índices em outros pontos estratégicos da capital que também registraram volumes considerados altíssimos para o período de estiagem. A estação da ETA Mauro Borges registrou 40,8 milímetros, seguida de perto pelo Centro da cidade, com 40,4 milímetros. Na Região Sul, o Parque Amazônia acumulou 35,4 milímetros, enquanto o Eldorado marcou 30,8 milímetros e o Jardim América fechou a lista dos mais afetados com 28,4 milímetros.
Esse volume excepcional de água concentrado em um curto espaço de tempo explica o cenário caótico testemunhado pelos goianienses na noite de domingo. Vídeos gravados por moradores registraram fortes enxurradas arrastando motocicletas, carros ilhados em pontos críticos e vias importantes da capital completamente tomadas pela inundação. Em várias regiões, a força das rajadas de vento e o peso da água provocaram a queda de árvores, alagamentos e severos transtornos na mobilidade urbana.
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