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Crime sexual

Ginecologista é preso em Porangatu por importunação sexual: caso envolve 15 vítimas

Denúncias da importunação sexual, cerca de 15 mulheres levaram à prisão preventiva; buscas apreenderam seis armas de fogo

Por Bruna Ariadne 09 de outubro de 2026, 13:13
Médico ginecologista e legista Carlos Umberto Inácio Novais, de 71 anos
médico ginecologista e legista Carlos Umberto Inácio Novais, de 71 anos — Foto: Reprodução

O médico ginecologista e legista Carlos Umberto Inácio Novais, de 71 anos, foi preso preventivamente nesta quinta-feira, 8, em Porangatu, no norte de Goiás, em uma investigação sobre suspeitas de importunação sexual durante o exercício da profissão. A Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão em três endereços vinculados ao investigado, onde recolheu seis armas de fogo e munições.

O delegado Stanislaw Monserrat afirmou que o caso chegou ao Ministério Público após ser levado ao conhecimento do órgão por um repórter. Segundo ele, mulheres prestaram depoimentos ao MP, que acionou a Polícia Civil.

A corporação solicitou a prisão preventiva, posteriormente determinada pela Justiça. O cumprimento dos mandados foi coordenado pelo delegado Jarder Bruno de Sousa Vieira.

A Secretaria Municipal de Saúde de Porangatu informou, que determinou o afastamento temporário do médico assim que tomou conhecimento das denúncias e instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos.

“A Secretaria se solidariza com todas as mulheres que relataram possíveis situações de abuso e repudia qualquer forma de violência ou abuso sexual”, declarou a pasta.

Segundo a secretaria, o caso também está sendo apurado pelas autoridades competentes. Ao fim das investigações, caso sejam comprovadas irregularidades, serão adotadas as medidas administrativas e legais cabíveis.

Procuramos a defesa do médico e a Polícia Científica de Goiás, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

Monserrat afirmou ter recebido a informação de que aproximadamente 15 mulheres teriam denunciado o médico diretamente ao Ministério Público de Goiás (MPGO), enquanto uma formalizou a denúncia na delegacia. “A notícia que eu tenho, sem documento, é que são por volta de 15 vítimas”, disse o delegado, referindo-se aos relatos encaminhados ao MPGO.

O delegado distinguiu esses relatos daqueles formalizados diretamente na unidade policial. Segundo ele, uma mulher havia comparecido à delegacia para registrar a denúncia. “Agora que veio aqui para a delegacia e formalizou, nós temos uma”, afirmou.

Monserrat não detalhou as condutas relatadas pela mulher, por se tratar de uma investigação sobre crime sexual e por estar em sigilo de justiça a investigação.

Médico atuou na rede municipal

Segundo o delegado, Carlos Umberto mantinha atendimento em uma clínica particular e também havia trabalhado no Hospital Municipal de Porangatu, onde realizava acompanhamento pré-natal.

Monserrat afirmou não ter informações suficientes para precisar o período em que o investigado atuou na rede municipal ou detalhar sua rotina no consultório.

Além da atividade como ginecologista, Carlos Umberto é médico legista e servidor efetivo da Polícia Científica do Estado de Goiás, conforme consta no registro policial.

Seis armas foram apreendidas

As buscas ocorreram na residência do médico, no Setor Oeste; em seu consultório, na Policlínica Modelo, no Setor Central; e em uma propriedade rural vinculada a ele, em Porangatu.

Na residência, os policiais apreenderam dois revólveres que estavam municiados dentro de um veículo e uma arma longa guardada em um guarda-roupa no quarto do investigado. Também foram encontradas munições.

Na propriedade rural, a equipe recolheu duas espingardas, um revólver de fabricação caseira e outras munições. No consultório, segundo o registro, nenhum objeto de interesse para a investigação foi localizado ou apreendido.

O documento não informa se as armas tinham registro nem aponta eventual autuação relacionada ao armamento. As buscas tinham como objetivo localizar armas, celulares e outros objetos que pudessem contribuir com a investigação.

Advogados acompanharam diligência

Conforme o registro policial, o cumprimento dos mandados ocorreu sem intercorrências, e o médico colaborou com a equipe. O investigado manteve contato com seus advogados, que acompanharam a busca na propriedade rural.

Após as diligências, Carlos Umberto foi levado à Delegacia de Polícia Civil, onde passou por exame de corpo de delito e permaneceu à disposição da autoridade policial.

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