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Crime em Goiás

Ex-prefeito de Pontalina é morto a tiros; primo paga R$ 100 mil

Polícia Civil de Goiás prende três suspeitos em Jacundá, Pará, e apreende 11 armas ligadas ao assassinato

Por Valdir Justino 16 de outubro de 2026, 16:45
José Porto, de 88 anos, passa por cirurgia após sofrer atentado em Pontalina
— Foto: Acervo Pessoal

O ex-prefeito de Pontalina José Porto Andrade, de 88 anos, foi assassinado por pistoleiros do Pará contratados pelo próprio primo, Clovis Guimarães Andrade, que confessou ter pago R$ 100 mil pela execução. A informação consta das investigações da Polícia Civil de Goiás (PCGO), que prendeu, nesta sexta-feira (16/10), três suspeitos de participação no crime, ocorrido em 5 de agosto.

As prisões foram realizadas em Jacundá, no Pará, com apoio da Polícia Civil daquele estado. Segundo as investigações, os três suspeitos teriam participado da trama criminosa fornecendo a arma e a motocicleta utilizadas pelo atirador. As identidades dos presos não foram divulgadas.

Durante a operação, os policiais cumpriram três mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão. Foram recolhidas 11 armas, entre elas carabinas e uma pistola calibre 9 milímetros que pode ter sido utilizada no assassinato, além de grande quantidade de munição.

A pistola apreendida tem o mesmo calibre da arma utilizada para matar José Porto Andrade. Ela será trazida para Goiás e encaminhada ao Instituto de Criminalística para perícia, que poderá esclarecer se foi empregada no homicídio.

Primo confessou ter pago R$ 100 mil para pistoleiros do Pará executarem ex-prefeito de Pontalina
(Foto: redes sociais e PCGO)

Primo confessou pagamento de R$ 100 mil

Clovis Guimarães Andrade foi preso preventivamente em 13 de agosto, junto com um suspeito de ter intermediado o assassinato. Em depoimento, confessou ter pago R$ 100 mil pela morte do primo.

Os dois haviam discutido no início deste ano durante um jogo de carteado, segundo as informações da investigação.

O suspeito de ter efetuado os disparos contra o ex-prefeito morreu em 14 de agosto. As circunstâncias da morte ainda são investigadas pela Polícia Civil do Pará.