Empresário é preso suspeito de aplicar golpe do falso financiamento de veículos em Goiânia
Cerca de 40 vítimas foram identificadas em inquérito que apura fraude com suposto financiamento de carros e motocicletas
Um empresário ligado a duas empresas suspeitas de aplicar o golpe do falso financiamento de veículos foi preso pela Polícia Civil de Goiás durante a Operação Protectio, deflagrada na terça-feira (4). A ação investiga um esquema que teria enganado consumidores com anúncios de carros e motocicletas e promessas de aprovação de crédito facilitada. Os estabelecimentos localizados em Goiânia, foram interditados pelo Procon Goiás. Ao todo, 40 vítimas já denunciaram o caso na Polícia Civil.
A operação foi realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), com apoio do Procon, e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços comerciais e na residência do investigado. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 91.609,84 em ativos financeiros dos envolvidos.
Segundo o delegado Khlisney Kesser Campos, adjunto da Decon, a investigação começou após o aumento de denúncias recebidas pela unidade desde o início de 2025. O inquérito reúne cerca de 40 vítimas, conforme informou o delegado. “Esse golpe já é uma conduta conhecida do consumidor goiano desde 2020, mas essas práticas ainda continuavam sendo realizadas na Região Metropolitana”, afirmou.
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Segundo delegado, denúncias contra esse tipo de fraude aumentaram na Região Metropolitana de Goiânia (Divulgação PCGO)[/caption]
Como funcionava o esquema
De acordo com a investigação, os suspeitos divulgavam anúncios de veículos em plataformas como Facebook, OLX e outros marketplaces, oferecendo supostas facilidades para obtenção de financiamento de carros e motocicletas.
Os consumidores eram encaminhados para as empresas, onde recebiam a promessa de que o crédito já estaria aprovado e que o veículo seria entregue em poucos dias. Após o pagamento de valores iniciais, geralmente apresentados como entrada ou primeira parcela, as vítimas descobriam que haviam contratado serviços de assessoria financeira, e não um financiamento.
“Os consumidores eram levados até a sede da empresa, o local em que era praticado todo o engodo. O consumidor, iludido, acabava entregando quantias que ele acreditava ser o primeiro pagamento da parcela do carro”, explicou o delegado.
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